Mulheres nas lutas deixaram de ser exceção e se tornaram uma das forças mais relevantes na transformação dos esportes de combate. O crescimento é visível nas academias, nos dados de mercado, na audiência de eventos e na forma como marcas e organizações passaram a tratar o tema.
De nicho a movimento de massa, a expansão feminina nessas práticas reflete participação crescente, investimento e visibilidade.
Se você quer compreender o que está por trás desse fenômeno e como ele impacta a experiência de quem treina, este conteúdo apresenta o panorama completo.
Os números por trás da expansão das mulheres nas lutas

O mercado global de produtos para esportes de combate atingiu US$ 8,89 bilhões em 2024, segundo a The Business Research Company. As previsões mostram que ele pode chegar a US$ 12,46 bilhões até 2029.
O estudo “Women and Sports” do IBOPE Repucom (2025) indica que o interesse feminino por esportes no Brasil cresceu 20% desde 2020, enquanto o masculino aumentou 9%. Mulheres são mais de 50% dos novos praticantes de atividade física.
Dentro das artes marciais, a participação feminina também é expressiva:
- no MMA, subiu de 5% para 18% entre 2013 e 2021;
- no jiu-jitsu, a presença em competições da IBJJF cresceu 18% ao ano;
- no muay thai, a luta mais buscada do Brasil, as mulheres continuam crescendo.
O relatório “Martial Arts Statistics 2025/2026” da WodGuru aponta que cerca de 30% do público das artes marciais hoje são mulheres, contra 20% uma década atrás. Elas não estão apenas entrando nas modalidades, mas também estão transformando o mercado.
De nicho a mainstream: como as lutas saíram do espaço masculino
A transição das lutas de espaço predominantemente masculino para prática inclusiva foi resultado da combinação de três fatores que se reforçaram na última década. A mudança não aconteceu por acaso e envolve visibilidade, motivação e acessibilidade.

Visibilidade no alto nível
Quando Ronda Rousey protagonizou a primeira luta feminina do UFC em 2013, o impacto foi não só esportivo, mas cultural. Pela primeira vez, milhões de pessoas assistiram a uma mulher no mais alto nível de MMA com a mesma seriedade dos combates masculinos.
Amanda Nunes consolidou essa percepção ao se tornar a maior lutadora de todos os tempos. No boxe, a rivalidade entre Katie Taylor e Amanda Serrano em 2024 alcançou 74 milhões de espectadores na Netflix, mostrando que o público quer assistir mulheres competindo.
Mudança na motivação
As principais razões para mulheres escolherem artes marciais hoje são condicionamento físico, redução de estresse e definição corporal.
Saúde mental e bem-estar emocional passaram a ser prioridade, superando o foco exclusivo na estética. As lutas oferecem treino intenso e presença mental, algo que muitas academias convencionais não proporcionam.
Acessibilidade
A proliferação de escolas de artes marciais em todas as regiões do Brasil, com horários variados e planos acessíveis, reduziu as barreiras de entrada.
Hoje, não é necessário morar em grandes centros para treinar boxe, muay thai ou jiu-jitsu. A modalidade foi até as praticantes, e elas responderam com presença e engajamento crescentes.
Diferentes contextos: da atividade física à competição

Um dos equívocos mais comuns quando se fala sobre mulheres nas lutas é tratar todas as alunas como um grupo homogêneo. Na realidade, a expansão feminina acontece em contextos distintos, cada um com motivações e dinâmicas próprias.
Atividade física e bem-estar
A maioria das mulheres que treina artes marciais não busca competir. Para esse público, elas são uma forma de exercício que combina benefícios físicos (condicionamento, definição, queima calórica) e mentais (foco, disciplina, redução de estresse).
Prática amadora e recreativa
Existem praticantes que participam de sparrings regulares, treinos técnicos avançados e competições amadoras. O objetivo principal é evolução técnica e domínio da habilidade, e não necessariamente medalhas ou títulos.
Competição profissional
O cenário profissional feminino nunca esteve tão estruturado. O UFC mantém quatro divisões, o ONE Championship promove muay thai e kickboxing, e no Brasil a Liga Feminina de Muay Thai organiza eventos exclusivos desde 2024.
Para quem quer conhecer os principais eventos de MMA do mundo e entender as organizações que impulsionam a participação das mulheres, vale explorar os conteúdos da Maximum.
Tendências que estão moldando o futuro das lutas femininas
O crescimento feminino nas artes marciais está impulsionando mudanças estruturais no esporte, nos equipamentos e na comunicação. Novas atletas têm acesso a turmas exclusivas, ambientes de treino mais acolhedores e horários flexíveis.

O mercado responde com produtos e investimentos direcionados, enquanto as redes sociais se tornaram catalisadoras da expansão, conectando profissionais e iniciantes.
Turmas exclusivamente femininas
Academias cada vez mais oferecem turmas voltadas exclusivamente para mulheres, especialmente para iniciantes. Esses espaços facilitam a entrada de quem se sente desconfortável em turmas mistas sem comprometer a qualidade técnica do treino.
Marcas investindo no público feminino
Marcas que historicamente focavam no público masculino estão expandindo portfólio e comunicação para alcançar o novo público, o que é um sinal claro de que o mercado reconhece a demanda das mulheres por equipamentos de qualidade.
Redes sociais como catalisador
Plataformas como Instagram e TikTok se tornaram canais decisivos para a visibilidade das atletas. Elas utilizam as redes para construir audiência, atrair patrocínios e inspirar novas gerações.
Jully Poça, boxeadora brasileira, acumula mais de 3 milhões de seguidores, criando comunidades digitais que vão de dicas técnicas a depoimentos de transformação.
O perfil da nova praticante de lutas
A mulher que entra nas artes marciais em 2025 desafia estereótipos. O público é diverso em idade, condicionamento e experiência, incluindo praticantes de 30, 40 e 50 anos vindas de ioga, corrida ou academia convencional, em busca de treinos que combinem corpo e mente.

A motivação também mudou. Se antes a busca era predominantemente estética, hoje fatores como redução de estresse, autoconfiança, defesa pessoal e senso de comunidade pesam na decisão de começar.
O mercado ainda está subatendendo essa demanda. A McKinsey & Company estima uma oportunidade de US$ 2,5 bilhões no esporte feminino global, mostrando que equipamentos, eventos e experiências ainda podem evoluir para acompanhar a crescente participação desse grupo.
Qual é a importância dos equipamentos certos na prática de lutas?
A qualidade do equipamento influencia diretamente a experiência no treino. Luvas apertadas, roupas que restringem movimentos ou caneleiras desconfortáveis podem gerar frustração e são causas frequentes de desistência entre iniciantes.

A Maximum desenvolve produtos em microfibra premium, substituindo o couro animal e entregando leveza, resistência e durabilidade:
- luvas com encaixe anatômico;
- kits completos para quem está começando;
- vestuário com shorts, leggings, tops;
- mochilas e bolsas para facilitar a transição entre a academia e a rotina.
Investir em acessórios adequados significa sustentar a constância necessária para evoluir.
Faça parte desse movimento com a Maximum
O crescimento das mulheres nas lutas é um movimento que está apenas começando. Cada nova atleta contribui para fortalecer um cenário que se torna mais diverso, inclusivo e potente a cada ano.
Comece sua jornada com a Maximum Boxing e faça parte da transformação feminina das lutas!
Perguntas frequentes sobre mulheres nas lutas
Sim. Crescem as turmas e academias femininas, ideais para iniciantes que buscam conforto. O mais importante é escolher locais com instrutores capacitados e ambiente seguro.
Instagram e TikTok são as principais. Atletas como Amanda Nunes, Bia Ferreira e Jully Poça compartilham treinos e inspiração. Hashtags como #boxefeminino, #mulheresnasluta e #muaythaifeminino ajudam a encontrar conteúdo relevante.
Sim. As artes marciais crescem entre mulheres que buscam não só resultado físico, mas também engajamento mental, autoconfiança e senso de comunidade.
